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31 de jan de 2019

Samurai Cop

Policial, samurai e pegador !



Resenha vinda do amigo Alan do Trashinema.

Enquanto as gangues de orientais estão duelando umas com as outras, os policiais Frank e Joe Marshall estão perseguindo uma van com apoio de Peggy, a piloto do helicóptero. A van recebe um carregamento de drogas de um barco no porto e a perseguição prossegue - com câmera acelerada - pela cidade, indo para uma área mais deserta em que os veículos trocam tiros. Os passageiros da van vão saindo rolando pelo chão - e sendo atropelados ou descendo por barrancos - até que o motorista é atingido, fazendo-o bater lentamente em uma parede de pedra e imediatamente explodir o veículo, saindo queimando vivo.

O policial samurai Joe (ou samurai policial ? Tanto faz...)

Com a missão cumprida, Peggy promete uma comemoração a Joe e temos a primeira cena digna de Cine Prive do filme, com os dois na cama e nudez quase total da moça enquanto faz sua performance um tanto exagerada. Sobre atuação é importante destacar a qualidade técnica do nosso herói samurai bronzeado de peruca que chama a atenção. Sempre fazendo caras e bocas, dando a impressão que ele é o vocalista do Massacration ou está o tempo todo a ponto de se cagar.

Filme trash sem cena de sexo não é filme trash !!!
Mas aquele homem que se torrou inteiro era integrante da gangue Katana, uma Yakuza de baixo orçamento liderada por Fujiyama, um japonês de bigodeta e mullets e um dos poucos orientais do grupo. Outros integrantes da gangue são o Robert Z'Dar e sua namorada ruiva - vamos chamá-los assim, pois aparentemente ninguém fala os nomes fictícios deles.

A dupla de tiras vai ao hospital tentar interrogar o homem, mas ele está com os lábios queimados e não pode falar. Quando a enfermeira, muito profissional e oportuna, inicia o seguinte diálogo com Joe:

Enfermeira: Gosta do que vê?

Joe: Amo o que vejo.

Enfermeira: Gostaria de tocar o que vê?

Joe: Sim. Sim, eu gostaria.

Enfermeira: Gostaria de sair comigo?

Joe: Sim, eu gostaria.

Enfermeira: Gostaria de me comer?

Joe: Bingo!

O bate papo com a enfermeira

E o papo segue com ela examinando o tamanho do atributo de Joe e querendo mais.

Como Fujiyama não quer seus capangas vivos para denunciá-lo, manda Z'Dar e a ruiva ao hospital e mesmo com a vigilância dos policiais, ela consegue entrar disfarçada de enfermeira empurrando um carrinho. De lá de dentro sai Z'Dar todo encolhido com uma catana e decepa o sujeito, que não faz nenhum ruído. Na saída os dois são surpreendidos, mas Z'Dar surra facilmente seus oponentes.

A seguir, Joe e Frank ficam sabendo que os Katana estão em um restaurante e vão lá fazer uma visita. Joe fica lá de papo furado falando sobre não vender drogas em portas de escolas, mas fica mesmo de olho em Jennifer, a dona do restaurante que está com Fujiyama. Joe e Frank deixam o lugar e os capangas da Katana decidem atacá-los. Um deles acaba decepado pela espada de Joe. Z'Dar aparece com uma metralhadora e granadas, mas só mata seus colegas, já que ele não quer nenhum deles vivos para denunciar a gangue.

É claro que teríamos mulher pelada...
Mesmo com os ataques no hospital e o massacre no restaurante, o advogado dos Katana tem a cara de pau de ameaçar processar o chefe de polícia, pois eles não teriam nada contra a gangue - apenas uma pilha de corpos.

Joe ainda volta ao restaurante, mas só pra cantar Jennifer. Na saída é atacado por alguns homens, que prontamente são surrados. Um deles diz que foi mandado por Okamura, outro dos Katana. Joe e Frank chegam num momento íntimo de Okamura, que acaba fugindo e seus capangas vão aparecendo e sendo mortos facilmente.

Joe enfrenta Okamura com os punhos limpos e uma luta ridícula em câmera acelerada e com suas habituais caretas de esforço. No fim, Okamura acaba morto após estar prestes a atirar com a arma que roubara de Frank. Mais um morto e assim a polícia não pode fazer nada contra os Katana.


Até o Okamura se dá bem no filme !

Os Katana seguem o filme todo tentando matar os policiais - ou seus próprios capangas - e chegam até mesmo a invadir a delegacia. O chefe de polícia fica puto, pois não trouxeram ninguém vivo para provar algo e decide que quer que matem logo todo mundo mesmo e foda-se. Se ninguém confessar, não houve crime, não é?

Enquanto Joe e Jennifer se divertem e se conhecem melhor, a turma dos Katana tenta encontrá-lo, mas antes disso invade a casa de três de seus colegas de polícia em busca dele, incluindo Frank e Peggy. Tudo isso intercalado por algumas cenas eróticas para enchimento de linguiça. A de Joe, principalmente.

A perversa gangue maltratando as pessoas

Finalmente encontram a casa de Joe e inicia-se um tiroteio, mas Joe escapa. Depois vão para a casa de Fujiyama, trocam tiros e apenas os policiais acertam. Morrem mais montes de capangas, que caem das formas mais espalhafatosas possíveis, até termos um rápido confronto entre Fujiyama e os policiais. Mas o melhor duelo fica para o final, na luta entre Joe e Yamashita - agora descobrimos o nome de Z'Dar, que supostamente era pra ser alguém oriental. Mas antes, mais uns capangas sendo mortos e rolando pateticamente pelo chão, umas trocas de tiros, até os dois proporem um duelo de espadas, como bons samurais que são.

O parceiro do Joe
Note que esta cena exige o máximo da atuação de Joe, que encarna no papel em uma luta com coreografias de dar inveja nos filmes ''Operação Invasão'', culminando em Joe aplicando uma chave de braço fulminante que derrota Z'Dar/Yamashita.

Como samurai que se preze, ele teria que decapitar o adversário, mas Frank o lembra que ele é um policial, não um samurai, o que obriga Yamashita a morrer com honra, aplicando-se um haraquiri.

Eis um filme horrível, muitas vezes citado nas famigeradas listas de piores filmes, o que, obviamente o faz ter hoje uma legião de fãs, tanto que uma continuação foi filmada em 2015, Samurai Cop 2: Deadly Vengeance, sendo financiada através do Kickstarter. Filme este que trás de volta o herói Joe (Mathew Karedas) e Frank (Mark Frazer) atuando ao lado de outro ícone dos filmes ruins: Tommy Wiseau.

O que não falta é mulher no bonita no filme

Mas voltando ao Samurai Cop de 1991, este foi dirigido pelo iraniano Amir Shervan, que também fez outras maravilhas como Hollywood Cop (1987), Estilo Americano: Força e Poder (1988) e Young Rebels (1989), estes dois últimos já com a parceria com Robert Z'Dar. Mathew Karedas, que interpreta o nosso policial samurai, era guarda-costas do Sylvester Stallone e queria experimentar um pouco da fama e fortuna. Só espero que ele fosse melhor como guarda-costas do que como ator, pois Mathew rouba a cena toda vez que aparece, e não é por seu talento interpretativo. Além de atuar muito exageradamente, ou em coreografias de luta desastrosas, ele também se destaca por sua peruca e bronzeado a lá Donald Trump. A peruca em questão veio da necessidade de, após terem sido encerradas as filmagens, incluir mais cenas, só que no momento o ator já estava com cabelo curto.

O vilão líder Fujiyama

Karedas praticamente não fez mais nada no cinema, assim como Mark Frazer, que só tem uma ou outra participação em séries. Mas, diferente deles, o outro destaque do filme, que não podemos deixar de citar, é Robert Z'Dar, ator que se destacou por interpretar vilões em filmes baratos, mas principalmente pelo seu inesquecível maxilar proeminente. Ele participou de produções como a série de filmes Maniac Cop, Tango e Cash, A Vingança dos Sapos Assassinos, A Batalha Final e vários filmes direto para vídeo.

É claro que num filme de ''samurai'' teríamos membros cortados !

Outros pontos fortes da película que rendem boa diversão são as dublagens de vários atores feitas pelo próprio diretor na pós-produção. Boa parte das cenas foi filmada em apenas uma tomada, mostrando a grande capacidade do diretor. Claro que um ou outro defeito acabou passando despercebido, como erros de continuidade, câmeras ou microfones aparecendo, mas isto é apenas perceptível para quem não está envolvido na profunda trama do filme.

Samurai Cop é um fruto de uma leva de filmes B que tinham o termo "Cop" em seu título durante os anos 80 e 90, imagino que muito pelo sucesso da franquia Robocop. Entre eles posso citar os filmes ''Maniac Cop'', ''Psycho Cop'', ''Scanner Cop'', ''Vampire Cop'', ''Hollywood Cop'', ''Cyborg Cop', entre outros.

Agradecemos ao WTFSubs por legendar essa pérola.


Trailer



Samurai Cop
Estados Unidos
1991 - 96 minutos

Direção:
Amir Shervan

Elenco:
Matt Hannon (Joe Marshall)
Robert Z'Dar (Yamashita)
Cranston Komuro (Fujiyama)
Gerald Okamura (Okamura)
Melissa Moore (Peggy)
Mark Frazer (Frank)
Janis Farley (Jennifer)

Download (versão legendada)


23 de dez de 2018

Território Inimigo (Enemy Territory)

Tensão dos anos 80 !!!


Quem é mais velho (sem ofensa), deve sentir muita falta dos anos 80 e 90, não tinha esse mimimi todo, essa merda de politicamente correto, hoje não se pode fazer uma piada que pode ofender meia dúzia barulhenta hipócrita e nojenta. Na época, tinha propagandas das mais variadas, divertidas e de duplo sentido; todo mundo cresceu e ninguém morreu assistindo alguma propaganda do Neston com o aluno e a professora ou alguma do chocolate Garoto.


Mas se tratando de filmes, as décadas passadas tinham diversas pérolas que passavam na TV e divertia demais a galera, eu não sei explicar mas a ''aura'' que tinha nesses filmes é diferente do que tem hoje. Em sua maioria são enredos simples, com baixo orçamento mas que tem o retorno que importa que é divertir que está assistindo.

TERRITÓRIO INIMIGO segue as pérolas da época com o roteiro bem fraquinho, aqui nos coloca a par de Barry (Gary Franck), um corretor de seguros que está falido e precisa muito de dinheiro, já que deve pensão a sua ex mulher (ex ''alguma coisa'' é para sempre, amiguinhos). Seu chefe (Charles Randall em seu ultimo trabalho) para lhe ajudar, dá uma apólice de seguro de uma aposentada onde sua única tarefa é buscar sua assinatura. Barry queria deixar para a próxima segunda, mas precisa ser pego no dia se não, o outro corretor iria ficar com a mesma. Barry então é ''forçado'' a buscar essa assinatura. Parece até o Charlinho do Hermes & Renato, o coitado é muito azarado. Ele é tão azarado que nem na capa brasileiro teve destaque, sendo que é o protagonista do filme. Mas calma, o dia dele vai piorar ainda mais.


O filme segue o estilo de ''The Warriors - Os Selvagens da Noite'', ou ''Fuga de Nova Iorque, onde um grupo precisa fugir de algum lugar, perseguido por gangues ou prisioneiros. Aqui a fuga se dá de um prédio, eu explico. Barry vai então buscar a assinatura da aposentada Elva (Frances Foster), o grande problema é que ela mora em um dos mais barra pesada bairros da cidade, lugar tomado por gangues, mas especificamente, o prédio onde mora, ''Os Vampiros''. É tão complicado que nem a policia se mete por lá a noite. E sim, está quase anoitecendo.


Chegando lá, Barry já é cercado por adolescentes mal encarados pedindo dinheiro. Aquele tipo, ou dá dinheiro, ou fazem alguma coisa com o carro, mesmo assim, até o rádio levam dele (kkkkk Eu sei que não é legal rir da desgraça alheia, mas é que na cena fica muito engraçado). Azarado é pouco para o falido corretor. Dentro do prédio, Barry pede informação para um pirralho e acaba encostando nele, isso basta para virar inimigo mortal dos ''Vampiros''. Sim, eu avisei que o enredo é bem fraquinho... O corretor começa a ser chamado de ''fantasma''.


Barry é ajudado pelo segurança Barton (Tiger Hayes), talvez a única pessoa que é respeitada por lá. O segurança o acompanha até o apartamento de Elva. Após pegar sua assinatura, basta ir embora que vai ficar tudo certo. ERRADO !!! Barry e Barton são surpreendidos no elevador pelos ''Vampiros'' e aqui conhecemos seu líder (o multitarefa Tony Todd). Após o confronto entre a gangue e Barton que acaba morrendo com uma facada, mas leva um ''Vampiro'' para o inferno, logo o pirralho que desencadeou tudo isso, o fantasma fica sozinho, mas logo consegue ajuda do técnico de telefone e ex militar Will (o cantor Ray Parker Jr. o que cantou a musica tema de Caça Fantasmas). Agora ambos estão unidos para escapar do prédio.

Garry Franck tem uma atuação bem digamos ''ok'', até porque não seria necessário muito mais para interpretar seu personagem. Não compromete com nada. Aqui talvez seja seu trabalho mais conhecido, apesar de já ter atuado em várias séries conhecidas como: ''Ilha da Fantasia''; ''As Panteras'' e ''Magnum'', mas tudo em apenas um episódio e em algumas outras menos conhecidas com uns dois ou três episódios.

Também é o trabalho mais conhecido do Ray Parker Jr., mas claro, atuando como ator, pois ele é muito famoso nos Estados Unidos como cantor. Participou de diversos programa de TV e documentários. Sua música mais famosa e de maior sucesso é ''Ghostbusters''. O que ? Não conhece ?


Por curiosidade, o videoclipe impulsionou a indústria dos mesmos, inclusive foi o número 1 na MTV por algum tempo. Em 1984, o cantor Huey Lewis venceu um processo contra Parker alegando que ''Ghostbusters'' plagiou a sua música chamada ''I Want New Drug''. Deixei abaixo para tirarem suas conclusões.


Sinceramente ? Na minha opinião lembra sim essa música e consultando o site ''Whosampled'', consta que realmente tem samples. https://www.whosampled.com/Ray-Parker-Jr./Ghostbusters

Mas vamos voltar, Tony Todd, o líder dos vampiros tem uma carreira como ator e dublador muito prolifera. Atuou em diversas animações como ''Scooby-Doo'' de 2017 e ''Batman Bravos e Destemidos''; e em videogames: ''Call of Duty Black Ops 2'', ''Half Life 2'' e ''DOTA 2'', por exemplo. Na temporada 7 de ''24 Horas'', foi o General Benjamin Juma. Outro destaque vai para a participação no ''A Noite dos Mortos Vivos'' de 1990 dirigido por George Romero.

Uma surpresa é Jan-Michael Vicent, interpretando o cadeirante cheio de marra e armado até os dentes Parker, que ajuda a dupla contra os Vampiros. Vicent chegou a ser o ator de TV mais bem pago dos Estados Unidos quando era a estrela da serie ''Águia de Fogo'', mas devido ao seu vicio em drogas e álcool, teve uma queda em seus convites para filmes e series, tendo que aceitar trabalhar em filmes de baixo orçamento.


O filme foi dirigido por Peter Manoogian e esse talvez seja o seu filme mais conhecido, até porque não dirigiu muitos.

TERRITÓRIO INIMIGO tem todo o clima dos anos 80, quem é dessa época e ainda não o viu (ou queira rever), é uma ótima oportunidade nostálgica para relembrarmos como foi bom essa época e como lançavam filmes divertidos, mesmo com minúsculo orçamento.

Trailer


Estados Unidos
1987 - 89 minutos

Direção
Peter Manoogian

Elenco:
Gary Franck (Barry)
Ray Parker Jr. (Will)
Tony Todd (Líder dos Vampiros)
Stacey Dash (Toni)
Frances Foster (Elva)
Jan-Michael Vicent (Parker)
Deon Richmond (Chet)
Charles Randall (Beckhorne)

Download (versão dublada)









30 de nov de 2018

Possum

Intrigante filme britânico



POSSUM é uma grata surpresa que foi lançada em 2018 mas que infelizmente é pouco conhecido, mas me arrisco a escrever que virou cult e criou uma pequena legião de fãs. De qualquer maneira, já aviso que este é um tipo de filme que não te explica o que rola, aqui não temos as coisas mastigadas com começo, meio e fim. A esmagadora maioria de POSSUM é interpretativa, sim, é você que terá que tirar suas conclusões. Além disso, muitos vão torcer o nariz por ser um filme lento e ficarão cansados já nos primeiros minutos.


O filme é a estreia de Matthew Holness na direção, para quem não conhece, ele é um ator e comediante inglês. Também escrever o roteiro, ou seja, muitos vão pensar, que maconha estragada o Holness está usando kkkkk Pois é, POSSUM é um terror psicológico bem doido, que vai prender a atenção daqueles que não se importarem das características que citei do mesmo. O filme é baseado num conto escrito por Holness para o livro ''The New Uncanny: Tales of Unease''. No conto, o personagem principal era incapaz de se comunicar verbalmente e o fazia com um fantoche horripilante. Hollness que é fã de terror mudo dos anos 20 e 30, tem com POSSUM a intenção de criar um filme de terror ''mudo'' moderno. Curioso, não ? O filme não é mudo, mas tem o mínimo de diálogos possível.


Aqui temos a história de Phillip (Sean Harris), que retorna a sua casa de infância após ficar órfão devido a um incêndio. Ele é uma pessoa cabisbaixa, melancólica, pessimista, todo desajustado, enfim é um coitado que deve ter sofrido bullying na escola o tempo todo. Phillip possui uma maleta que parece ser o único ''amigo'' que tem, tamanho cuidado que tem com ela. Realmente ficamos curiosos em saber o que diabos tem dentro. Phillip é daqueles que não incomodam ninguém, não fede e não cheira.

Na casa, também mora seu padrasto Maurice (Alun Armstrong) que é tão bizarro quanto seu enteado, mas de uma forma ao contrário, é um ser desagradável e parece sentir prazer em maltratar Phillip. Voltando ao protagonista, o coitado tem uma certa obsessão (ou seria um trauma) por uma criatura chamada Possum (hummm então é daí que saiu o nome do filme), que é uma espécie de aranha mas um tanto, digamos, mais bizarra que o normal. Na verdade o que ele quer mesmo é se livrar dessas visões e maluquices que tem com a (ou o) Possum. Phillip fez tudo que pode para exterminar essa praga mas a porcaria acaba sempre voltando.


Na trama, temos também o desaparecimento de crianças que estudam numa escola próxima. Dá a entender que Phillip é o responsável, mas será que seria capaz disso ? Visto que temos o personagem visualizando a escola e como olha para as crianças, é bem possível que seja. Mas temos também o seu padrasto para parece que manipula todos para ir contra Phillip.

Sean Harris tem uma atuação magnifica nesse filme, caso tenha visto ''MI: Nação Secreta'' e ''MI: Efeito Fallout'', ele foi o vilão Solomon Lane, totalmente diferente do personagem daqui. Inclusive em POSSUM, é difícil sugerir uma idade para Phillip, tanto visualmente, quanto a sua atitude, infantil até, em certos momentos. O diretor Holness numa entrevista, declarou que trabalhou com Phillip e não com Harris, tamanha dedicação do ator no personagem.


Alun Armstrong não fica atrás na atuação, inclusive Maurice é aqueles personagens que torcemos para morrer de tão FDP que é. Armstrong é muito conhecido na Europa, com atuações desde a decada de 70. É muito versatil, atuando no cinema, seriado e teatro. Dois filmes famosos em que atuou são, ''Van Helsing'' de 2004, com o Wolverine Hugh Jackman e ''Eragon'' de 2006.

A fotografia do filme é mais um show a parte, o filme ajuda e muito em deixa-lo angustiante, melancólico, triste...  POSSUM parece nos remeter de volta aos anos 80, a cidade quase que desértica, com poucas cores, Phillip na maior parte do tempo está sozinho, parece até ''Eu Sou a Lenda'' (tudo bem nem tanto). Uma curiosidade de bastidores é que Harris e Armstrong só interagiam nas cenas em que atuavam juntos, a intenção era criar um ar de separação e tensão quando se juntassem.


Mas filme de terror sem uma boa trilha e efeitos sonoros não é filme de terror ! POSSUM não faz feio, tendo sido criada pelo estúdio The Radiophonic Workshop, que faz parte do canal BBC. As musicas se encaixam perfeitamente no filme, e claro, também ajudando na melancolia do personagem. O trabalho foi tão elogiado que foi lançado um CD e um vinil. 

De uma chance a POSSUM, ele com certeza vai se encaixar no 8 ou 80, ou ame ou odeie. Para finalizar, o longa participou do festival de cinema Brooklyn Horror Film Festival, vencendo 3 premios, melhor ator, ator coadjuvante e melhor fotografia para Kit Fraser. 

Trailer


POSSUM
Reino Unido
2018 - 85 minutos

Direção:
Matthew Holness 

Elenco:
Sean Harris (Phillip)
Alun Armstrong (Maurice)

Download (versão legendada)