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31 de jul de 2017

O Exterminador (The Exterminator)

O justiceiro urbano !


Em postagem anteriores, trouxe um justiceiro tupiniquim de Horas Fatais, nessa, vamos acompanhar mais um que vai fazer justiça com as próprias mãos, desda vez em Nova Iorque de 1980. Aqui temos dois soldados americanos, John Eastland (Robert Ginty) e Michael Jefferson (Steve James) que estão presos pelos vietcongues e que são testemunhas das barbares dos algozes. Numa delas, temos uma decapitação, alias, muito bem feita por sinal.

Mas Michael consegue escapar e mata os vietcongues. Com os dois libertos, o filme corta para uma violenta Nova Iorque, dominada pela bandidagem. Ambos agora trabalham como estivadores no Bronx, um dos bairros mais pobres e violentos da cidade. Certo dia, um bando de vagabundos resolvem roubar cerveja do depósito onde trabalham e Michael (que voltou sanguinário do Vietnã), acaba com eles ajudando mais uma vez seu amigo que estava como refém.

O filme começa no Vietnã e bem explosivo !

Por ironia do destino, horas depois, os mesmos vagabundos, atacam Michael o deixando brutalmente ferido, paralitico e totalmente deprimido. John, que era até então, podemos dizer, mais calmo que o amigo, fica obviamente revoltado com a situação. O amigo tem a difícil missão de contar a esposa de Michael o que aconteceu. Já cena seguinte, John está transformado no exterminador e com um meliante amarrado na sua frente.

Enquanto em ''Desejo de Matar'', Paul Kersey demora para se tornar um justiceiro, aqui não temos enrolação, logo temos em ação o exterminador limpando as ruas da cidade. Após pegar a informação que precisa do paradeiro dos marginais que invalidaram Michael, John chega até eles com uma M-16 como se estivesse no Call of Duty deixando o líder vivo para ser devorado por ratos !!!!


Michael sendo atacado e recebendo a visita do amigo Exterminador.

Agora é preciso relatar a boa noticia ao seu amigo, John retorna ao hospital e comenta sobre um plano para ajuda-lo financeiramente. Roubar um gangster !!! O herói após saquear o cofre do mafioso, acaba o jogando num moedor de carne, numa cena bastante pesada (e divertida, sou mal, muito mal !).

O moedor de carne está com fome.

O filme acabou então ? Teve a vingança contra os vagabundos e John ajudou seu amigo com dinheiro. Rola os créditos... Não !!!! O herói gostou de acabar com bandidos e resolveu escrever para a policia, justificando sua matança, pois a lei e justiça não fazem o que deveriam fazer. John virou um Batman, saindo a noite, enfrentando o pior da cidade,, com a diferença que ele mata, de preferencia com requintes de crueldade !!

Dra. Megan e o policial Dalton.

Um de seus melhores enfrentamentos é quando ataca um lugar onde pervertidos pedófilos estão, incluindo um senador que tortura meninos com ferro de solda. Um exterminador assim faz falta no Brasil !!! A CIA então, entra na jogada para para-lo. Também, um policial chamado James Danton (Christopher George) caça o herói pelas ruas de Nova Iorque.

Para mostrar o quanto cruel é John, tem uma cena onde fabrica balas dundun, para quem não sabe, essas balas se expandem e fragmentam após o impacto. Esse projetil é condenado desde 1899 por motivos humanitários pois a mesma causa dores horríveis. Para ficar ainda mais cruel (sim, tem como), John acrescenta mercúrio nas balas, esse metal líquido é altamente nocivo a saúde. PQP !! É tão bem mostrado a fabricação caseira desse projetil, que a cena foi cortada em diversas versões lançadas em VHS pelo mundo, mas aqui no FILMELIXO a versão é a completa, sem censura !!! Não é para fazer isso em casa !

Marginais atacando uma idosa.
O filme nos mostra uma cidade de Nova Iorque sem esperança, caótica, dominada pela corrupção, marginalidade, uma guerra diária para sobreviver. Podemos reparar facilmente isso após um dialogo entre Dalton e a dra. Megan onde ele compara a cidade com a guerra do Vietnã. Alias, o policial talvez é uma das raras cenas onde temos um pouco de humor, já que o ambiente do filme é pesado, tendo um protagonista frio e calculista, mas claro, para o lado da bandidagem, já que ele ajuda a família de Michael.


John, que não tem piedade nenhuma, é possível que em certo momento, quem estiver assistindo sinta até pena dos marginais (eu não !). Para o filme, curiosamente, quem persegue o herói até o final é Danton e a CIA, para assim impedir problemas políticos, já que o atual governo prometeu acabar com a criminalidade, e John estaria ''atrapalhando''. O filme ainda conta com um final não tão previsível, até bacana na minha opinião.

John Exterminador fazendo mais uma ''vitima''.

O EXTERMINADOR é cheio de defeitos, edições toscas, roteiro com furos, atuações charlatãs, mas que sinceramente, não atrapalha em nada (claro, para aqueles que adoram um FILMELIXO), já que o objetivo do filme é simplesmente entrar na onda de ''Desejo de Matar'', mostrando vagabundos de todas as especies e mandá-los direto pro ''colo do capeta''. Tudo bem diferente do ótimo inicio, até parece que não teríamos um filme pra lá de ''B''.

Logo a festinha será interrompida.

O diretor desse divertido filme foi James Glickenhaus, que também produz e escreve. Outro sucesso seu foi ''The Protectot'' com Jackie Chan. Mas a grande paixão de James é carros, principalmente Ferrari. James, coleciona carros, incluindo versões raras de Ferrari. Abaixo um artigo bem legal sobre sua coleção:
https://www.flatout.com.br/um-passeio-pela-fantastica-colecao-de-jim-glickenhaus/

Alguns exemplares de sua coleção.

Voltando, teve uma continuação 4 anos depois do original (James escreveu os personagens, se limitando sua participação apenas a isso), tendo Robert Ginty reprisando seu papel. Desda vez uma gangue liderado por X (que nome, interpretado por Mario Van Peebles), começa a tocar o terror na cidade, fazendo com que o Exterminador retorne para chutar a bunda da bandidagem. Foi produzido pela saudosa Cannon Films e infelizmente não teve sucesso nenhum. Tiveram problemas de orçamento, censura, refilmagens, enfim, muitos problemas. Teve um orçamento de 3 milhões de dólares e faturou aproximadamente 3.7 milhões, sendo um fracasso comercial, tirando a chance de uma parte 3. Para se terem uma ideia, o primeiro custou 2 milhões e faturou 35 !!!

Robert Ginty faleceu em 2009 vitima de câncer. É pai do ator James Ginty, filho da primeira esposa de Robert, a também atriz, Francine Tacker. Mas com certeza o ator mais famoso de O EXTERMINADOR é Christopher George, famoso pelos filmes de faroeste na década de 60 e 70. Esteve também em ''Ninja - A Máquina Assassina (Enter the Ninja)'' de 1981, com Frank Nero Faleceu dois anos depois devido a um ataque do coração.

Foi relançado nos Estados Unidos em DVD e Blu-ray, algo que provavelmente aqui não teremos.

Trailer



O Exterminador (The Exterminator)
Estados Unidos
1980 - 102 minutos

Direção:
James Glickenhaus

Elenco:
Robert Ginty (John Eastman/Exterminador)
Christopher George (Detetive James Dalton)
Cindy Wilks (Candy)
Dick Boccelli (Gino Pontivini)
Robert Ginty (John Eastman)
Samantha Eggar (Dra. Megan Stewart)

Steve James (Michael Jefferson)

Download (versão legendada)

30 de jun de 2017

Cutting Moments

Um filme pra lá de GORE !!


A julgar pela capa, parece que CUTTING MOMENTS é um filme com algum maniaco matador, mas não é nada disso. Na verdade, esse também é um título do DVD que trás 5 histórias de terror, que não tem ligação entre si. São elas, além da já citada:

Crack Dog de Casey Kehoe
Sobre um drogado e seu cachorro chapado. Tem menos de 6 minutos, veja abaixo (sem legendas).

video

Don't Nag Me de Timothy Healy e Gino Panaro
Sobre um homem de meia idade que assassinou sua esposa e deixou o cadáver num tumulo aberto.

Principles of Karma de Craig Wallace
Sobre um adolescente punk que vê monotonia em tudo

Bowl Of Oatmeal de Dietmar Post
Um homem deprimido e solitário resolve roubar um açougue

CUTTING MOMENTS também faz parte da coletânea ''Family Portraits: A Trilogy of America'' todos dirigidos por Douglas Buck. Buck não é um diretor ''mainstream'', tendo feito alguns curtas que fazem relativo sucesso no cenário underground. Talvez seu maior sucesso seja ''Almas Gêmeas (Sisters)'' de 2006, baseado nno ''Irmãs Diabolicas'' de Brian de Palma. Junto com Patrick Cassidy, escreveu ''Terror Firmer'', mais uma bizarrice da Troma.




Mas vamos falar do filme, certo ? CUTTING MOMENTS, esse filme de apenas 25 minutos conta a história de uma família que foi feliz um dia mas que hoje o marido Patrick (Gary Betsworth) não passa de um homem frio, que não da mais importância para sua esposa Sarah (Nica Ray) e o filho Joey (Jared Barsky). Patrick se transformou num ser tão filho da puta que abusa de seu filho a noite.



Sarah ainda tenta salvar seu casamento, para chamar sua atenção, se maquia e veste um vestido vermelho. Na frente do marido que  está assistindo um jogo de basebol, Patrick com aquele olhar frio, somente com os olhos, ''expulsou'' sua esposa da frente. Sarah chega a conclusão que mais nada pode ser feito. Ela vai até o banheiro e começa as cenas mais perturbadoras de CUTTING MOMENTS.



Infelizmente CUTTING MOMENTS sofreu um corte de 4 segundos na cena que mostra Patrick cortando o peito de sua esposa. Claro, nada que vá afetar o gore que o filme já tem. Ops, revelei um pouco que acontece no final...

O marido, interpretado por Gary Betsworth tem vários curtas em seu currículo, talvez esse sendo o seu mais conhecido,, pelo menos no Brasil. Ele participou também de ''Home'', outro curta que está no DVD ''Trilogy of America''. Outro filme ''famosinho'' que Gary atuou foi ''Naomi e Ely: A Lista de Quem Não Beijar'' de 2015.



Já Nica Ray e Jared Barsky não voltaram a atuar, sendo CUTTING MOMENTS seus únicos trabalhos na sétima arte.

Trailer (não tem)

Cutting Moments
Estados Unidos
1997 - 25 minutos

Direção:
Douglas Buck

Elenco:
Nica Ray (Sarah)
Gary Betsworth (Patrick)
Jared Barsky (Joey)

Download (versão legendada)

31 de mai de 2017

Horas Fatais - Cabeças Trocadas

A versão de ''Desejo de Matar'' tupiniquim !


Quem acompanha o blog, sabe o quanto as produções turcas postadas, copias das americanas são divertidas. Infelizmente esses filmes não são mais feitas, não contando os mockbsters da Asylum (não sabe o que é mockbuster ? Leia mais aqui). É divertido demais ver Cuynet Arkin vestido de ''jedi'' em  Dunyayı Kurtaran Adam (Turkish Star Wars) ou de Mad Max em Olume Son Adim (Turkish Mad Max). Quem sabe então Serdar no Rocky turco Kara Simsek (Turkish Rocky). Prefere mais ação ? Então Rambo é a minha sugestão Korkusuz (Turkish Rambo).

Mas aqui em nossas terras, também existem ''refilmagens'' de filmes famosos mas em quantidade minima, infelizmente. Nessa postagem trago o obscuro HORAS FATAIS - CABEÇAS TROCADAS a versão brasileira de ''Desejo de Matar''. Aproveitando, agradecendo o Cinebra do CineCult por postar essa perola. Voltando, por se tratar de filme brasileiro, dos anos 80, é claro que aqui teremos muitas mulheres peladas e sexo !!!

O autor dessa obra é o famoso diretor da Boca do Lixo, Francisco Cavalcanti, que não contente em apenas dirigir, escreveu o roteiro e foi o ator principal, sósia de Charles Bronson misturado com Teixeirinha. HORAS FATAIS conta com tantos diálogos divertidos que parece ser um filme do Sady Baby numa versão um pouco mais ''light''. Alias, não só diálogos é claro, aqui teremos belíssimas atuações, situações inacreditáveis, bizarrices e muito mais, trazendo divertimento do inicio ao fim.

Francisco e seu amigo.

Francisco faleceu em outubro de 2010 devido a um câncer no intestino. Dirigiu diversos ''clássicos'' da Boca, ''Violentadores de Mulheres Virgens (1983)''; ''Padre Pedro e a Revolta das Crianças (1984)''; ''Ivone, A Rainha do Pecado (1984)''; ''Os Sequestradores (1986)''; ''Aberrações de uma Prostituta (1988)'', esses alguns dos exemplos.

O filme já começa bem empolgante, com um aviso que o longa é baseado em fatos reais (uau !), sim, mas não precisem ficarem assustados. Um dia, dois playboys vagabundos invadem um apartamento e estupram matando em seguida duas mulheres. As cenas são pesadas, talvez a unica coisa que presta no filme (na verdade a parte boa do filme é todo o resto, ou seja, TRAAAAASH !). Elas são esposa e cunhada de Francisco (adivinhem quem é), dono do Bar da Praia. Ele parece ser bastante popular, pois a birosca está sempre cheia.

O delgado e o juiz.

Quando os bandidos saem do apartamento, encontram-se com o filho de Francisco que decora a placa do carro onde os mesmo usam para fugir do local. O garoto é interpretado por Fabrício, filho de Francisco (Não é ''Dois Filhos de Francisco'', que piada de merda...) na vida real. Ele é o mais xarope do filme, chorando toda hora, tudo bem, ele perdeu a mãe, mas é irritante isso no longa !!!

Francisco sendo torturado.

O Charles Bronson brasileiro logo fica sabendo e parte para buscar justiça. Longe dali, o juiz e o delegado da cidade conversam. O delegado alias é o José Nojica Marins, mas conhecido como Zé do Caixão (sim, o delegado está com suas longas unhas, eca !). Loga sabemos que ambos são corruptos e que um dos estupradores é filho do juiz (que no filme já cometeu três estupros !!!).

O estupro.

Com Francisco insistindo por justiça, os corruptos planejam tirar ele de circulação, plantando droga em seu bar, além de quebrar todo o estabelecimento. Um dos policiais corruptos que quebram o bar é o famoso Satan. Francisco então é preso e torturado, ficando mais quebrado que arroz de terceira.

 O programa ''Questão de Opinião''.

Francisco numa ultima cartada, aparece num programa de TV denunciando a corrupção das autoridades. O apresentador é Clery Cunha, ator da Boca do Lixo e amigo pessoal de Cavalcanti. Clery co-dirigiu e produziu HORAS FATAIS. Um detalhe, no programa, o apresentador só iria revelar a identidade dos estupradores na próxima semana, PQP, um caso grave desses e toda essa busca por audiência, João Kleber deve estar orgulhoso.

Moleque de sorte, junto com mulher pelada !!!

Os vilões, cansado da ''petulância'' de Francisco, contratam um matador chamado Robledo (mesmo nome do meu ex-chefe). O herói precisa então aprender a se defender, para principalmente proteger seu filho. Ele chama seu amigo que é pistoleiro e traficante de armas para lhe ensinar tudo sobre a ''arte de matar''. O pistoleiro (Turíbio Ruiz, ator que fez diversas novelas na Globo) tem a melhor frase do filme:
- Para ser pistoleiro, a primeira coisa que você tem que fazer é aprender a atirar.

Robledo, matador.

Após quase uma hora de filme, enrolação, diálogos toscos, choradeira do filho e cenas externas para justificar a ''grande'' produção, finalmente começa a vingança de Francisco, sendo o primeiro, o delegado, após explodir um míssil em seu carro. Sim, o herói que não sabia nada a pouco tempo, agora até lança míssil (caseiro kkk) tem, alias, um presente do pistoleiro para sua vingança.

A super bazuca caseira.

O filme continua com diversas matanças, sangue jorrando, torturas e claro, com seus imensos diálogos toscos hahahaha !! HORAS FATAIS é muito divertido para se assistir com a galera num final de semana com churrasco e cerveja. Altamente recomendado para os amantes do trash !!!

Trailer



Horas Fatais - Cabeças Trocadas
Brasil
1986 - 93 minutos

Direção:
Francisco Cavalcanti

Elenco:
Francisco Cavalcanti (Francisco)
Zé do Caixão (Delegado Honório)
Clery Cunha (Apresentador)
Turíbio Ruiz (Pistoleiro)
Fabrici Cavalcanti (Filho do Francisco)

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23 de abr de 2017

O Gato Fritz (Fritz the Cat)

O desenho independente (e sacana) de maior sucesso da história !


Seguinte, você provavelmente que está nesse momento lendo isso, deve gostar dessa porcaria de blog. Se gosta dessa merda, deve gostar do mestre supremo Cuneyt Arkin. Mas se gosta também desse lixo de blog, deve gostar do rei da putaria Sady Baby. Agora, vamos supor que você também goste de desenho animado, essa postagem que temos a seguir é como se fosse uma versão animada de um roteiro escrito pela lenda Sady Baby. Bem, o que posso alerta-los é... PREPAREM-SE, LÁ VEM MERDA !!!!



FRITZ THE CAT é um personagem dos quadrinhos criado Robert Crumb, um dos criadores dos quadrinhos independentes e underground nos Estados Unidos. Mas antes de falarmos no Fritz, o personagem principal da postagem, vamos falar um pouco sobre Crumb e sua família. Seu pai era marinheiro e muito religioso, sendo severo e tendo uma mãe super protetora.

Numa família com 4 irmãos, Charles, o mais velho e Robert, não tinham o costume de brincar como as crianças de suas idades, a diversão deles era desenhar, incluindo histórias em quadrinhos de um gato que tinham em casa. É relatado que inclusive o irmão Charles obrigava Robert a desenhar. No documentário de 1994 ''Crumb'' do diretor Terry Zwigoff, além narração da obrigação em desenhar, é entendido que os irmãos tem um certo grau de sociofobia, ou seja, dificuldade de se relacionar e interagir com as pessoas ou até de realizar alguma atividade que é observado, como um esporte por exemplo. Charles se suicidou em 1992, inclusive o documentário é dedicado a ele.



Não sei se a infância de Robert influenciou na sua criatividade, o que podemos afirmar que o filme de FRITZ THE CAT entrou para a história sendo a primeira animação a receber uma certificação igual aos filmes pornográficos, mesmo não tendo nada de sexo explicito (contém insinuações) mas tem muita violência gratuita, consumo de drogas e linguagem chula. Uma observação, existem animações pornos de muitos anos antes, mas as mesmas eram produzidas especialmente para o cinema adulto,então não se submetiam a classificação, como por exemplo ''Eveready Harton in Buried Treasure'' de 1929 (e tem no Youtube ou Vimeo, podem procurar safadinhos), FRITZ THE CAT por ser uma animação ''comercial'', teve classificação e se deu mal.

FRITZ THE CAT seguiu o que os quadrinhos queriam passar (forçando a barra em alguns pontos), Robert por estar independente, fez o que queria, um gatinho bonitinho, criticas sociais, sexo, violência, consumo de drogas, algo totalmente fora do normal na década de 50 e 60. Criado em 1959, Fritz estreou apenas em 1965 numa revista chamada ''Help!'' que pertencia ao editor Harvey Kurtzman o mesmo da revista ''Mad'' (essa devem conhecer), também underground e sem politicamente correto.



Em 1969, um animador chamado Ralph Bakshi comprou um livro com as histórias de Robert e ficou encantado como que leu e já teve a ideia de transforma-lo numa animação de longa metragem, junto com seu amigo produtor Steve Krantz. Mas a negociação com Robert não foi nada fácil e nem com distribuidoras.

Vamos por partes, já que cada um tem uma versão diferente, Robert afirma que nunca assinou nada para transformar sua criação num longa, incluindo ameaça de processo (que ficou na ameaça) devido seu nome estar nos creditos da animação e ele queria que fosse retirado, pois viu o resultado e não gostou. Por sua vez, Krantz afirma que recebeu o contrato assinado por Robert e que pagou 12.500 dólares pelos direitos de Fritz. Talvez nunca saberemos que está falando a verdade mas provavelmete Krantz tenha algum documento, se não, provavelmente não teria criado o longa, até porque, ele não estava na Turquia na década de 60/70 (entendedores entenderão kkk). A história dessa negociação foi publicado numa matéria da revista Funnyworld de 1972 que pode ser lido em inglês clicando no botão abaixo ou aqui.



Enfim, Krantz ao invés de criar uma história original, preferiu juntar três já existentes e formar uma única aventura, com algumas adições (por isso citei anteriormente ''forçando a barra''). O resultado deixou Robert furioso assim como os fãs mais radicais. O longa se divide em pequenas histórias, tentando passar como se todas fossem interligadas. A adaptação deixou elementos importantes de fora e foi acrescido de outros como por exemplo, ainda mais violência que o original.



Bakshi e Krantz agora precisavam de uma distribuidora, assim foram bater nas portas da Warner. Após mostrarem uma cena, os executivos ficaram de boca aberta de tanta depravação e aceitariam o projeto se fosse feitas varias alterações. A dupla não concordou a acabaram fechando com uma tal Cinemation Industries, especialista em explotation.

Hoje, essa animação seria alvo de muitos do politicamente correto. Aqui os policiais são porcos, negros são corvos, a mulher burrinha é uma égua e assim por diante. Contém violência explicita, consumo de drogas, piadas infames, de humor negro e até estupro. Além do protagonista que é um universitário que não frequenta as aulas e que deseja viver de poesia e transar com todas as fêmeas que puder. FRITZ THE CAT não é para qualquer um...



No fim, a controvérsia em torno da animação foi sua maior propaganda, FRITZ THE CAT que custou 850 mil dólares, lucrou mais de 100 milhões pelo mundo. Nem o sucesso comercial fez com que Robert ficasse feliz, acabou ''ressuscitando'' o personagem dos quadrinhos (já que não escrevia a anos sobre Fritz) e o matando com um picador de gelo por uma ex-namorada, isso em 1972.

Bakshi continuou sendo animador, inclusive a primeira adaptação para um longa do ''Senhor dos Aneis'' foi dele, uma animação de mais de duas horas de 1978 que abrange os dois primeiros livros.
Krantz que faleceu em 2007 participou da produção do desenho do Homem Aranha de 1967 a 1970. Em 1974 participou da continuação de FRITZ THE CAT, intitulada de ''The Nine Lives of Fritz the Cat'' dirigida por Robert Taylor e que teve uma péssima recepção, matando de vez o personagem.



Já Robert Crump continua desenhando, pode-se acompanhar seu trabalhado em seu site oficial:

http://www.crumbproducts.com

O desenho é tão divertido e bagaceira que parece uma versão desenho de algum filme do Sady Baby (mas sem sexo explicito). Entenderam a minha comparação ?


Trailer

video


O Gato Fritz (Fritz the Cat)
Estados Unidos
1972 - 80 minutos

Direção:
Ralph Bakshi

Elenco:
Skip Hinnant (Fritz)
Rosetta LeNoire (Bertha/Vozes adicionais)
John McCurry (Blue/John/Vozes adicionais)
Judy Engles (Winston Schwartz/Lizard Leader)
Phil Seuling (Policial porco 1)
Ralph Bakshi (Narrador/Policial porco 2)
Mary Dean (Garota 1/2/3/Harriet)
Charles Spidar (Bartender/Duke)


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31 de mar de 2017

4 anos !!!!

DE MUITAS MERDAS !!!


Então chegamos a 4 anos de muita bobagem, muita bosta, muita sacanagem (é o pessoal gosta de sacanagem). É claro que quero agradecer a galera que sempre comenta os blogs parceiros e a todos que perdem seu tempo acessando essa porcaria de blog.

Vamos a algumas estatísticas até 30/03/2017 segundo o Google Analytics:

Acessos:
603.136


Filmes postados:
113

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Mulheres & Cavalos

Postagem mais comentada:
Cinderela Baiana

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10. Índia

Cidades brasileiras que mais acessam:
01. São Paulo
02. Rio de Janeiro
03. Belo Horizonte
04. Porto Alegre
05. Curitiba
06. Fortaleza
07. Brasília
08. Recife
09. Salvador
10. Campinas

Navegador utilizado:
01. Chrome
02. Firefox
03. Internet Explorer
04. Opera
05. Safari

Sistema operacional utilizado:
01. Windows
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05. iOS

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ABRAÇO A TODOS !!!

27 de mar de 2017

BLARGHAAAHRGARG

Dos criadores de Banana Motherfucker !!!


Se você assistiu Papa Wrestling ou Banana Motherfucker, com certeza vão gostar de BLARGHAAAHRGARG, até porque todos os citados foram feitos pelas mesmas pessoas, então obviamente aqui também tem muita bizarrice, fazendo a felicidade dos amantes de filmes trash.  BLARG... (é muito grande o nome...) foi feito com o dinheiro arrecadado com a venda de DVDs do Papa Wrestling e acabou custando a enorme quantia de 850 euros.


Obviamente por ser um curta trash, a história é apenas algo ''obrigatório'', não vai fazer diferença nenhuma. Zeca Galhão (Dinarte de Freitas) é um jovem nerd, tímido e trabalhador, fazendo parte de uma empresa de extermínio de pragas. Certo dia, após um acidente, um grande monstro assassino é criado. Compreenderam ? A história aqui é o menos importante, o que vale é o nível de trash da perola !!!

Claramente inspirado nos filmes B da decada de 50, 60, BLARGHAAAHRGARG é bem divertido e se existe um contra, é devido ao mesmo ser curta metragem. O filme cumpre o que propõe, que é entreter e divertir. Pode até chamar o pai, a mãe, a irmã que não curtem trash para te acompanhar nessa bela obra de arte.

A direção ficou a cargo de Nuria Leon Bernardo que também escreveu o roteiro. Bernardo foi o produtor também de Banana Motherfucker e também fez os desenhos que aparecem no Papa Wrestling.

O nerd ficou a cargo de Dinarte de Freitas, que é desconhecido aqui no Brasil, mas que tem um certo sucesso em Portugal, principalmente atuando em series e curtas. Dinarte escreveu e dirigiu um curta que foi muito bem avaliado, o ''Endless Memories'', como é mais conhecido e tendo seu nome original, ''As Memorias que Nunca se Apagam''. contando a história de um casal da Ilha da Madeira no periodo de revolução da decada de 30.

E a atração principal, o monstro BLARGHAAAHRGARG (é claro que não ia deixa-lo de fora), foi criado pelo Fernando Alle, que quem acompanha o blog já devem ter ouvido falar.








Trailer


BLARGHAAAHRGARG
Portugal
2010 - 14 minutos

Direção:
Nuria Leon Bernardo

Elenco:

Dinarte de Freitas (Zeca Galhão)
Pedro Barão Dias (Cliente)
Adelaide João (Avó)
Luís Zhang (Recepcionista)

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